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“DROGAS – DEPENDÊNCIA E CODEPENDÊNCIA QUÍMICA”®
08/08/2018 11:34 em Brasil

Existem dois tipos de drogas:- As lícitas, como o cigarro, o álcool, certos medicamentos, etc. E as ilícitas, como a maconha, crack, cocaína, heroína, etc. Todas causam dependência.

Álcool e violência caminham de mãos dadas.

A cada seis segundos uma pessoa morre no mundo vítima do cigarro (tabaco).

Vamos falar, rapidamente, das drogas ilícitas.

Drogas, o pior dos vícios; destroem famílias inteiras. 

O uso de drogas é extremamente democrático; atinge todas as classes sociais, e tanto mulheres como homens, jovens e adultos.

Como descobrir um dependente químico na família? Qualquer mudança de comportamento, para pior, pode estar associada ao uso de drogas, assim como a queda do desempenho escolar, etc.

A dependência química é doença? Não! É uma síndrome; “síndrome da dependência química”. A pessoa já nasce com ela. É como alguem que nasce encharcado de gasolina. Basta encostar fogo para arder em chamas.

E de onde pode vir o fogo que incendeia alguem que nasceu com a síndrome da dependência química?

Pode vir de muitos lugares, sendo alguns deles:- Não ter recebido amor e educação correta dentro das famílias; falta de autoestima e autoconfiança; decepções profundas; famílias doentes, isto é, em constantes litígios, brigas, ódios, acusações, gritos, em processo de desestruturação, etc.; e ele, com a síndrome da dependência química encontra nas drogas fuga a uma realidade que não consegue contornar ou resolver.

E não podemos esquecer que cada um de nós é um ser único no Universo; assim, não podemos analisar comportamentos e sentimentos de terceiros pelos nossos próprios. Pai nenhum consegue entrar na alma, nos pensamentos e nos sentimentos dos seus filhos.

As famílias têm enorme dificuldades de reconhecer que um ente querido seu é dependente químico e, na quase totalidade das vezes, quando o reconhecem, vão protelando o problema, fingindo que ele não existe, escondendo-o,  não o discutem, e, com isso, acabam por agravá-lo ainda mais.  

Quanto antes as famílias reconhecerem que o problema existe, e que há necessidade de enfrentá-lo, procurar tratamento, mais fácil será sua solução.

A dependência química tem cura? Não! Mas tem controle, como a pressão alta, o diabetes, etc.

Quais são as fases da dependência química?

Quatro:-

1. A pessoa tem a síndrome da dependência química, mas não se tornou um dependente químico por ainda não ter experimentado drogas;

            2. Dependente químico em exercício, isto é, está usando drogas. Esclareça-se que, atualmente, a maioria dos jovens experimenta drogas, mas, como a quase totalidade não possui a síndrome da dependência química não se tornam dependentes químicos; experimentam a drogas, mas não dão continuidade.

            3. Dependente químico em abstinência, isto é, parou de usar drogas. É suficiente? Não! Nesta fase a possibilidade de recaída é muito grande e normal de acontecer. Tem que entrar em recuperação;

            4. E o dependente químico em recuperação, isto é, parou de usar drogas e está em recuperação para a vida. Está de volta para a vida. Nesta fase a possibilidade de recair é quase nula, principalmente quando passou a ter espiritualidade, imprescindível à sua recuperação, e, todo dependente químico em recuperação tem a maior honra e prazer de dizer:- “---- Estou limpo há dois anos; estou limpo há três anos; estou limpo há vinte anos”. Etc. Com isso ele quer dizer “estou vencendo as drogas; e hei de continuar a vencê-la!”. É emocionante ouvir isso de um dependente químico em recuperação. Esta fase durará para sempre.

            Na fase de abstinência e de recuperação o dependente químico não pode mais freqüentar os lugares que freqüentava antes; ter contato com as pessoas que o incentivaram a usar drogas ou usam drogas; participar de festinhas onde possa existir consumo de álcool, incluindo cerveja; temperar salada com vinagre; comer bombom com recheio de licor; sentir cheiro de drogas; usar álcool para limpeza (mesmo que não tenha sido dependente químico de álcool, mas de outras drogas); etc. Terá que se relacionar apenas com pessoas decentes. Nada que possa “despertar” a dependência química em exercício que está “adormecida” no interior das suas células. Terá que mudar completamente sua forma e estilo de vida; do contrário recairá. Terá que viver em cima de uma corda bamba, mas longe disso ser um sacrifício para ele, na verdade o fará ter uma vida digna, honesta, honrada; de paz; passará a ser modelo, exemplo e referência para todos. Passará a ter amor pela vida.

Que ocorre com um dependente químico em exercício? Não tem domínio sobre si; a droga o domina. Perde os sentimentos; perde a honra; a moral; a razão; a dignidade; a honestidade; a responsabilidade; o raciocínio correto; a noção da vida; passa a roubar para manter o vício; perde as forças para viver; chega a pensar em suicídio (quando não o comete); e muitas outras coisas nocivas.

Não espere do dependente químico em exercício reações de uma pessoa normal. É a droga quem fala por ele. Assim, não adianta bater, xingar, ameaçar, castigar. Ele precisa de ajuda. A droga é mais forte que ele; está pegando fogo; ardendo em chamas; precisa de ajuda, embora a droga, “falando por ele” possa dizer que não.

É comum dependentes químicos sofrerem de males paralelos que precisam ser tratados por médicos especializados, principalmente psiquiatras. Entre esses males está a bipolaridade. Esses males tornam o problema da dependência química ainda mais grave, assim como a recuperação do dependente químico se torna mais difícil, e as recaídas são mais constantes. Pequenos desvios de comportamento, que nos momentos de sobriedade passam quase despercebidos, ou são suaves, quando do uso de drogas tornam-se gravíssimos e incontroláveis.

Que ocorre com os pais de dependentes químicos? Tornam-se codependentes químicos, isto é, passam a viver em função da dependência química do filho. Também podem se tornar codependentes químicos outras pessoas da família; inclusive a própria esposa.

O dependente químico, sozinho, consegue se livrar das drogas? Não!

A família do dependente químico tem condições de livrá-lo das drogas? Não! Ao tentar controlar seu dependente químico afundam-no ainda mais, e vai para o buraco junto com ele.  As famílias não sabem como lidar com o problema. Tem que buscar ajuda. Normalmente a sociedade, a polícia, e o próprio estado também não.

Que fazer com o dependente químico em exercício? Internação! Internação em clínicas ou instituições religiosas especializadas (estas costumam apresentar melhores e mais sólidos resultados), por no mínimo seis meses. E não é certeza de recuperação. Só sua desintoxicação demora, no mínimo, três meses. E o cérebro de um dependente químico em recuperação necessita de, no mínimo, 5 anos para se recompor dos estragos que as drogas lhe causou.

Clínicas e instituições religiosas para recuperação de dependentes químicos são facilmente localizadas pela internet.

Quando da sua volta do tratamento o dependente químico precisa encontrar sua família renovada, curada, alegre, bem humorada. Se encontrar a mesma família doentia que possuía antes do tratamento, certamente, recairá, e o tratamento de nada terá adiantado. Dessa forma, enquanto o dependente químico se trata numa clínica ou instituição religiosa, sua família tem que se curar buscando grupos de apoio.

Portanto, não basta o dependente químico se tratar, sua família também tem que ser tratada.

E o codependente químico consegue se curar sozinho? Não! Tem que buscar grupos de apoio.

Qual a maior dificuldade do codependente químico para buscar grupos de apoio para se curar? Ele está doente, mas acha que não está; que não precisa de ajuda; que quem precisa de ajuda é seu filho. No momento em que o codependente químico reconhece que está doente, e precisa de ajuda, o resto será mais fácil para a sua cura e para a recuperação do seu filho.

Grupos de apoio a codependentes químicos também são facilmente localizados pela internet, ou informados pelas próprias instituições religiosas retro mencionadas.

 

Prevenção contra a dependência química (e a outros males aos quais os filhos estarão sempre expostos):- Amor e educação para com os filhos.

AMOR: A prática do amor, dos pais para com os filhos, é simples, fácil e gostosa e, naturalmente, será por eles retribuída, pois as pessoas tendem a agir da mesma forma como são tratadas.

Amar os filhos, com intensidade, e constantemente, das três formas que existe: Por meio da “palavra”, do “tato” e do “olhar”.

Super resumidamente vamos ver como cada uma se desenvolve:

PRIMEIRO: Amor por meio da “palavra”: Palavra calma, educada, humilde, paciente, respeitosa, compreensiva, positiva, alentadora, orientadora, encorajadora, esperançosa, ponderada, de apoio às boas ações, de reconhecimento, de elogio, de agradecimento, etc. Tom de voz comedido, calmo, suave, meigo, baixo, amigo, bem pronunciado, etc. Tudo isso, e muito mais, é “amor por meio da palavra”. A maior demonstração de “amor”, dos pais, para com seus filhos, “por meio da palavra”, entre outras, é o “elogio”, o “reconhecimento”, como:- “----- Parabéns meu filho!”   “----- Muito bem meu filho!”.  Obs.: Você já elogiou seu (a) filho (a) hoje?

Desamor por meio da “palavra”: Palavra agressiva, prepotente, ofensiva, alta, gritada, estridente, negativa, desmoralizante, reclamativa, prepotente, humilhante e, por incrível que possa parecer,  também a “quietude ofensiva”, o “silêncio perverso”, a “insensibilidade programada”. Tudo isso, e muito mais, é “desamor por meio da palavra”. A maior demonstração de “desamor”, dos pais, para com seus filhos, “por meio da palavra”, entre outras, é a “palavra ofensiva”.  

SEGUNDO: Amor por meio do “tato” (“toque”). Toque suave, carinhoso, gentil, meigo; o afago, o beijo na face, o abraço, o carinho. Tudo isso, e muito mais, é “amor por meio do tato”. A maior demonstração de amor, dos pais, para com seus filhos, “por meio do tato”, entre outras, é o “abraço”. O abraço aproxima os corpos e as almas; faz corações baterem no mesmo ritmo; transmite energia positiva sem necessidade de qualquer condutor ou gerador; provoca silêncio que fala mais alto do que o mais alto dos trovões; transmite bem estar e confiança; divide as tristezas e multiplica as alegrias... Obs.: Você já abraçou seu (a) filho (a) hoje?

Desamor por meio do “tato”: Agressão física, em qualquer nível (incluindo palmadas), beliscões, puxada de orelha, puxadas de braço, empurrões, tapas, ponta pé, aperto em qualquer parte do corpo, castigos físicos, e outras. Agressões físicas deixam marcas profundas para o resto da vida de uma criança; são imperdoáveis. Castigos para com as crianças não podem ser físicos, mas educativos. Tudo isso, e muito mais, é “desamor por meio do tato”. A maior demonstração de “desamor”, dos pais, para com seus filhos, por meio do “tato”, entre outras, é a “agressão física”...

TERCEIRO: Amor por meio do “olhar”: Olhar calmo, alegre, sorridente, de paz, confiante, harmonioso, amigo, sincero, humilde, etc. O ser humano é o único animal que sorri. O sorriso é imprescindível para conquistar e amar os filhos. O sorriso é o cartão de visita das pessoas, em especial em relação aos filhos. Tudo isso, e muito mais, é “amor por meio do olhar”. A maior demonstração de “amor”, dos pais, para com seus filhos, por meio do “olhar”, entre outras, é o “sorriso”, o “bom humor”...  Obs.: Você já sorriu para seu (a) filho (a) hoje?

Desamor por meio do “olhar”: Cara fechada, carrancuda, de ódio, não amiga, ameaçadora, brava, desarmoniosa, prepotente, etc. Tudo isso, e muito mais, é “desamor por meio do olhar”. A maior demonstração de “desamor”, dos pais, para com seus filhos, por meio do “olhar”, entre outras, é a “cara fechada”, brava, de ódio, ameaçadora...

O amor dos pais, para com seus filhos, mais a educação que lhes deve dar, é fundamental e imprescindível para evitar que se tornem dependentes químicos (e se tornem dependentes de outros males).

 

EDUCAÇÃO:

“Educar é ensinar para a vida”.

Super resumidamente vamos ver, e rapidamente, como a educação do lar se desenvolve:

Pais têm que educar da mesma forma. Se o pai educar de um jeito e a mãe de outro haverá problemas gravíssimos para os filhos. Obs.: Você tem feito isso? 

Os pais têm que educar seus filhos com paciência, insistência, persistência e respeito. Obs.: Você tem feito isso?

Além de pai (ou mãe) ser seu maior amigo, exemplo, modelo, referência, ídolo; orar com os filhos. Obs.: Você é, e tem feito isso?

Desde cedo lhes estabelecer regras e limites com objetividade. Estabelecer-lhes obrigações e responsabilidades próprias para a idade. Obs.: Você tem feito isso?

Falar o que os filhos precisam ouvir, e não o que eles querem ouvir. Obs.: Você tem feito isso?

Participar da vida dos filhos. Acompanhar seu desempenho escolar. Estar sempre presente; “pais ausentes filhos delinqüentes”. Estar sempre à disposição dos filhos. Obs.: Você tem feito isso?

Conversar com os filhos. Ouvir os filhos. Respeitar os filhos. Manter o bom humor para com os filhos. Sorrir para os filhos. Divertir-se com os filhos. Passear com os filhos Obs.: Você tem feito isso?

Aumentar a autoconfiança e autoestima dos filhos por meio de reconhecimentos e elogios às boas coisas que eles fazem, mesmo pequenas. Obs.: Você tem feito isso?

Abraçar e beijar os filhos. Ser por eles abraçado (a) e beijado (a). Obs.: Você tem feito isso?

Conversar e ensinar os filhos, com calma, com exemplos, com firmeza com conhecimento, sobre o perigo que representam as drogas, e se colocar à disposição deles para responder perguntas sobre o assunto. Obs.: Você tem feito isso?

Mostrar, convencer, provar; ensinar os filhos a nunca, jamais, em tempo algum experimentar drogas. Obs.: Você tem feito isso?

Manter sempre as mãos estendidas para seus filhos mesmo que eles sejam usuários de drogas; nunca as recolha, mesmo que eles as suje com merda; lave e volte a estendê-las.

O maior presente que os pais podem dar aos seus filhos é o seu tempo, positivo e útil. Obs.: Você já deu esse presente aos seus filhos hoje?

Fazer-se respeitar pelos filhos, mas não por meio de gritos, pancadas, ameaças, castigos físicos ou psicológicos; isso apenas provocará medo no filho, quando ele tem que ter é respeito pelos pais, tanto na sua presença como na sua ausência. E esse respeito dos filhos para com seus pais é obtido por meio da aplicação do que retro se encontra. Obs.: Você tem aplicado o que retro se encontra para com os seus filhos?

Lembre-se: Tudo que uma criança vivenciar até os três anos de idade terá reflexos positivos ou negativos pelo resto da sua vida, embora ninguém se lembre do que ocorreu com ela até essa idade; mas está tudo registrado no seu inconsciente interferindo na sua vida. 

E dependendo do amor e da educação dada pelos pais, aos seus filhos, eles serão blindados contra os males da própria vida, ou ficarão expostos a esses males, incluindo a dependência química. Obs.: Você está amando e educando seus filhos para essa blindagem, ou para ficarem expostos aos males da vida, incluindo a dependência química?

Portanto, o futuro dos filhos está nas mãos dos seus pais; seja para o bem ou para o mal. Para qual lado você está direcionando seus filhos?

 

Nilson Giraldi

Cel PMESP - Professor - Educador

Especialista em:- “Evolução e aumento da população no Planeta e no Brasil e suas consequências”. “Formação da personalidade e suas consequências”.   “Educação”.   “Amor”.   “Orientação aos Jovens”. “Investimentos Sociais e Educacionais”.    “Educação Sexual”. “  Violência: Causas, Estímulos, Soluções, Medidas Preventivas”.   "Drogas, Dependência e Codependência Química".   "Segurança Pública e Polícia". “Objetivos, Inteligência, Planejamento, Logística, Treinamento, Execução, Análise dos Resultados, Correções para o Futuro das Atividades de Polícia Militar”  . “Operações Policiais Normais e Especiais”. “Policial Militar – Quem é ele”.   “O Policial Militar e Sua Segurança Pessoal”  . “Gerenciamento de Crises". “Negociação".   "Uso Progressivo da Força".   "Polícia Comunitária".   “Direitos Humanos”.   “Direitos Humanos do Policial”.   “Investimento e Valorização do Capital Humano do Policial".   “Relacionamento Familiar e Humano”.   “Harmonia Conjugal”.   “Qualidade de Vida”.   “Treinamento Autógeno”.      “Diferenças entre a logística, treinamento, armamento e finalidade das Forças Armadas (“Força de Guerra”); da Polícia (“Força de Paz”); da Justiça (“Força de Justiça”); do Tiro esportivo de competição (“Força de Competição”).   “Atirador de elite policial” (sniper; franco atirador; atirador especial);   “Armas de fogo para todas as finalidades”.   “Armamento Material e Tiro”.   “Competições esportivas de Tiro”. Autor do "Método Giraldi"®.  “Neurociências” (relacionadas a essas matérias).

Professor, Assessor, Consultor e Palestrante nacional e internacional dessas áreas.

E todos os seus trabalhos são gratuitos, assim como a distribuição dos seus materiais.

 

Autor:- Cel PMESP Nilson Giraldi

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